Didática e Educação

          

A palavra didática pode ser entendida como ciência e a arte do ensino. Através do estudo desta ciência, podemos conhecer estratégias a serem usadas pelo docente com o intuito de facilitar o processo de ensino-aprendizagem. É fazendo uso das metodologias e ensinamentos passados por ela que o professor poderá criar ambientes que estimulem e favoreçam a aprendizagem do aluno.

Através da educação, o professor pode auxiliar seus alunos para que estes venham transformar sua realidade, pois fazendo uso da didática de modo crítico, o educador tem em mãos a possibilidade de ajudar a desenvolver em seus discentes o senso crítico que os auxiliará, não somente no processo de mudança social, mas também durante toda sua vida.

Para que o professor possa alcançar seus objetivos em sala de aula, é necessário que ele tenha uma metodologia capaz de despertar em seus alunos, a vontade de construir seu próprio saber, através da formulação e reformulação de idéias. Algumas pessoas podem ter o dom da docência, mas a arte de ensinar e as metodologias que nela são encontradas só podem ser alcançadas com o estudo da didática.



OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA.

A Didática durante certo tempo tinha o ensino como seu objeto de estudo, mas os teóricos ao longo do tempo perceberam através da práxis, que não se poderia estudar só o processo de ensino sem levar em consideração a aprendizagem, ou seja, podemos afirmar que se não houve aprendizagem, não houve ensino. Ensinar seria guiar, conduzir, o educando a aprendizagem. Assim, os pressupostos para a formulação de uma didática que contribua para a elaboração de uma proposta de ensino voltada para os professores como mediador do conhecimento, possibilitando ao educando a construção da aprendizagem e formação de sua cidadania, como indivíduos ativos, críticos, éticos, participativos, reflexivos, colaborativos e conectados com o contexto da atualidade:

O entendimento de que a educação é um processo que faz parte do conteúdo global da sociedade;

A compreensão de que a escola é parte integrante do todo social;

A visão da prática pedagógica como prática social.


COMPONETES DA DIDÁTICA

Componentes do processo didático são saber, professor e aluno. Onde o professor tem a função de orientar os alunos no processo educativo; o saber, que envolve os conteúdos ministrados de acordo com o método do professor com a idéia de facilitar a aprendizagem; e o aluno, motivo da existência da escola.

O professor não é apenas, professor, ele participa de outros contextos de relações sociais. Assim, de acordo com experiências, o professor possui algumas características de acordo com as funções que exercem: por exemplo, Técnica – conhecimentos para exercício de alguma atividade; Didática – orienta o processo de aprendizagem do aluno;

Orientadora – estimulo do aluno; Facilitadora – trabalha para que o aluno seja o sujeito e conduza a sua aprendizagem;

Então, o enfoque curricular há de ampliar o "que", o "porque", o "para que" e em que condições há que levar-se a cabo o ensino, mas, sempre colocando no centro de suas considerações o aluno. Para que estes conteúdos curriculares cumpram seus objetivos é necessário uma adequada seleção e uso acertado das melhores estratégias didáticas, que não poderão ser independentes do conteúdo, dos objetivos e nem do contexto. É importante para alcançar as metas pretendidas uma estreita colaboração entre a elaboração do currículo e a escolha de estratégias didáticas.



DIDÁTICA E ENSINO.

Já que existe uma ligação entre o ensino como o objeto de estudo da Didática, e as matérias que são propostas pela a ementa escolar. No processo de ensino do conhecimento, não se pode desconsiderar as evoluções que ocorreram nas áreas científicas e pedagógicas.

Dessa forma, apreenderemos a função da Didática constituída por crítica e transformação do processo ensino aprendizagem no ambiente escolar.

A Didática auxilia o educador no ato de ensinar e apresenta ao educando meios de como se pode aprender, ou seja, o objetivo da mesma é que o ensino seja constituído por pesquisa, coletas e formulações de soluções aos questionamentos feitos pela pratica dos alunos.

Assim, a Didática abrange todas as situações que envolvem o ensinar e o aprender, também as condições pedagógicas, e as praticas educativas e seus elos, de ligações com as suas propostas.

Ressaltaremos o processo de ensino formado pelo trabalho escolar seqüencial do educador e do educando, com a finalidade da absorção do conhecimento e do desenvolvimento de habilidades dos alunos. Que por sua vez estão inseridos no processo de educação formal.

O objetivo do ensino é a aprendizagem, mas nem sempre ela ocorre. Por isso a Didática tem a função de orientar o educador, de modo que possa levar o educando a construção de seu saber. Para isso é necessário que o professor tenha competência Didática, por exemplo, capacidade de utilizações de recursos aptos a tornarem fecundos os formadores de ensino.

Logo, cabe ao professor nas transmissões do conteúdo levar os alunos a assimilação do novo saber, verificando e avaliando os conhecimentos adquiridos.

O professor deve planejar o curso ou a disciplina a ser ministrado segundo o projeto pedagógico da escola, orientando atividades que permitam aos alunos alcançarem os objetivos propostos, através da supervisão da aprendizagem.



DIDÁTICA E APRENDIZAGEM.

A escola, como instituição histórica, coloca-se entre a relação daquele que vai à escola procurando e querendo aprender, e todos que compõem o corpo da escola, que se propõe a ensinar.

Nesse processo, Pilletti (1990) destaca três tipos de aprendizagem, que são:

a) motora ou motriz (simples habilidades motoras, como andar de bicicleta, até habilidades verbais e gráficas, como a fala e a escrita);

b) cognitiva (informações e conhecimentos simples ou complexos);

c) afetiva (sentidos e emoções).

A aprendizagem ocorre, segundo Piletti(1990), em fases, sendo a primeira da observação de uma situação concreta, cuja primeira percepção é geral e difusa. A segunda é a da análise, que considera a diversidade dos elementos que integram o conjunto de circunstâncias em que o aprendiz está inserido. A terceira, a fase da síntese, é onde ocorrem as conclusões.

Libâneo (1994) destaca que é necessário distinguir a aprendizagem casual, espontânea, que se efetua através da interação entre as pessoas e o contexto, da organizada, que assimila determinados conhecimentos e normas de convivência social, sendo planejada e sistemática. Durante o processo de ensino, somente quando este provoca uma modificação na estrutura das funções psíquicas do aluno é que se produz o desenvolvimento que conduzirá a novas formas de interação do sujeito com a sua realidade social.

Assim, a aprendizagem e o ensino são processos sociais de enriquecimento individual e grupal, na interação como a realidade social e de como o sujeito reproduz a informação. Neste sentido, o professor deve ser o mediador do processo de ensino-aprendizagem, construindo uma relação de colaboração com autenticidade, segurança e respeito ao desenvolver atividades.

Desse modo, a sala de aula é um espaço interativo de transformação e a qualidade da aprendizagem está em como o sujeito desenvolve a atividade, pelo trabalho coletivo, níveis de cooperação, o diálogo, rumo à construção do trabalho coletivo. O professor deve considerar a capacidade de aprendizagem do sujeito, a sua subjetividade, motivação e, com isso, facilitar o ensino.

A capacidade de aprendizagem está permeada por duas dimensões que acontecem vinculados a um conhecimento das experiências e vivências do sujeito. São elas a operacional (recursos cognitivos, afetivo-emocionais e psicomotores) e a processual (se efetiva através da qualidade com que o processo transcorre e não somente com os resultados da aprendizagem). Essa mesma capacidade está ligada aos objetivos dos alunos (metas e aspirações pessoais) que se dará pelas mediações da aprendizagem, que, com elas, o sujeito elege, coordena e aplica suas habilidades (PROFORMAR, 2006).

Tais propostas procuram desenvolver as estratégias cognitivas do aluno, tentam ajudar o aluno a desenvolver a sua capacidade de aprender, de refletir e exerce-las sozinho. Após ter preparado o aluno, o professor esforçar-se em levá-lo a refletir por si mesmo, a construir sua autonomia.

Portanto, a função do professor já não é apenas transmitir conhecimentos, mas agir de modo que os alunos aprendam, ele torna-se um intermediário entre o saber e o aluno, levando em consideração os processos de aprendizagem, facilitando a elaboração do sentido das aprendizagens e envolvendo o aluno num processo de construção do sentido.


Licenciatura em Informática
Universidade do Estado do Amazonas - Escola Superior de Tecnologia